terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Observação Lunar

Aspectos que a Lua apresenta



Apesar de girar em torno da Terra a uma distância pequena, do ponto de vista astronómico (em média 384 000 km), o nosso satélite natural parece "deslizar" na esfera celeste devido a, dadas as distâncias envolvidas, não conseguirmos ter noção de "profundidade" no espaço.

Embora o movimento da Lua se execute em torno de um ponto que se encontra bem distante do centro da Terra (centro de massa do sistema Terra-Lua), é comum dizer-se que ela gira em volta da Terra ao mesmo tempo que roda sobre si própria, razão por que vira para a Terra sempre a mesma face.
Devido às posições que a Lua ocupa relativamente à Terra e ao Sol, resultam fenómenos diferentes que designamos por fases da Lua.
A fase da lua nova corresponde ao momento em que a Lua passa entre a Terra e o Sol, não sendo então possível observá-la a partir do nosso planeta. Dois a três dias depois, a Lua observa-se a Oeste, logo a seguir ao pôr do Sol.
Tem-se o período de observação mais interessante visto que na "linha" que separa a parte iluminada directamente pela luz solar daquela que não está iluminada, é notável o contraste em montanhas e crateras, iluminadas de um lado e sombrias do outro.
Aos aspectos intermédios entre os quartos (crescente e minguante) e a fase seguinte (lua cheia e lua nova respectivamente), dá-se o nome de falcadas: 1ª falcada, entre a lua nova e quarto crescente; 2ª falcada, entre quarto minguante e lua nova.

As observações em quarto crescente são mais cómodas dado que a Lua fica observável ao princípio da noite e não apenas de madrugada como acontece com a fase de quarto minguante.






Como observar a Lua

Ao olharmos para o Lua são evidentes dois tipos de solo: acidentado e brilhantes, mais reflectoras e planícies escuras a que, em muitos casos, se dá ainda o nome de mares, nome atribuído por Galileu às grandes manchas escuras observáveis na superfície lunar.
Com um binóculo a visão torna-se extraordinária e, observando em noites sucessivas, vêem-se emergir da sombra pormenores do relevo lunar que se vão reconhecendo.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

A História do Telescópio




"Galileu (1564-1642) tornou o telescópio famoso ao construir um telescópio refractor contendo duas lentes que refractavam, ou dobravam, a luz que nele entrava. Cerca de 1670, o físico inglês Isaac Newton (1642-1727) desenvolveu um design melhor usando espelhos na construcção do primeiro telescópio reflector funcional. Ambos os tipos de telescópios continuaram a ser usados até ao início do séc. XX, quando se desenvolveram telescópios mais potentes.
Outra função dos telescópios é "ouvir" o Universo. Muitos objectos espaciais emitem potentes sinais de rádio e, por isso, foram construídos telescópios de rádio para os detectar. no entanto, a luz visível e as ondas de rádio são apenas uma parte do espectro electromagnético e podem obter-se mais informações ao examinar a radiação proveniente de outras partes do espectro normalmente obstruídas pela atmosfera. Nos anos 40, surgiu a ideia de colocar um telescópio acima da atmosfera. O telescópio espacial Hubble, lançado em 1990, tem todos os seus instrumentos instalados atrás da lente principal e um espelho mais pequeno que reflecte as imagens para serem gravadas e analisadas."