
Embora o movimento da Lua se execute em torno de um ponto que se encontra bem distante do centro da Terra (centro de massa do sistema Terra-Lua), é comum dizer-se que ela gira em volta da Terra ao mesmo tempo que roda sobre si própria, razão por que vira para a Terra sempre a mesma face.
A fase da lua nova corresponde ao momento em que a Lua passa entre a Terra e o Sol, não sendo então possível observá-la a partir do nosso planeta. Dois a três dias depois, a Lua observa-se a Oeste, logo a seguir ao pôr do Sol.
Tem-se o período de observação mais interessante visto que na "linha" que separa a parte iluminada directamente pela luz solar daquela que não está iluminada, é notável o contraste em montanhas e crateras, iluminadas de um lado e sombrias do outro.
Aos aspectos intermédios entre os quartos (crescente e minguante) e a fase seguinte (lua cheia e lua nova respectivamente), dá-se o nome de falcadas: 1ª falcada, entre a lua nova e quarto crescente; 2ª falcada, entre quarto minguante e lua nova.
As observações em quarto crescente são mais cómodas dado que a Lua fica observável ao princípio da noite e não apenas de madrugada como acontece com a fase de quarto minguante.
Ao olharmos para o Lua são evidentes dois tipos de solo: acidentado e brilhantes, mais reflectoras e planícies escuras a que, em muitos casos, se dá ainda o nome de mares, nome atribuído por Galileu às grandes manchas escuras observáveis na superfície lunar.
Com um binóculo a visão torna-se extraordinária e, observando em noites sucessivas, vêem-se emergir da sombra pormenores do relevo lunar que se vão reconhecendo.









